Errâncias: do passo ao compasso

EXPOSIÇÃO

18 de agosto a 26 de setembro

O Museu Judaico de São Paulo recebe Errâncias: do passo ao compasso, laboratório gráfico experimental conduzido por Edith Derdyk que transforma o espaço expositivo em um ateliê vivo voltado à investigação, criação coletiva e produção editorial. Em lugar de uma exposição tradicional, o público poderá acompanhar, em tempo real, o desenvolvimento de processos criativos realizados por jovens participantes da Ocupação Nove de Julho, de escolas públicas do entorno e do público em geral a partir de caminhadas pelo centro da capital.

O projeto reúne duas turmas consecutivas em percursos urbanos que articulam observação, escuta e vivência do território, combinados a práticas de desenho, fotografia, escrita e edição. A cada retorno ao Museu, os registros, relatos e memórias coletados ao longo dos trajetos são transformados em zines, publicações artesanais e outras experimentações visuais produzidas em um parque gráfico instalado dentro da própria sala expositiva e conduzidos por Edith e Maroca Sampaio, artista convidada. Ao longo de seis semanas, o espaço se converte em um ambiente de trabalho compartilhado, onde criação, pesquisa e troca acontecem diante do público, revelando os bastidores e os desdobramentos de uma prática artística construída em movimento.

Idealizado em parceria entre o MUJ e Edith Derdyk, o projeto parte da caminhada como dispositivo de criação artística e de construção de pertencimento. A proposta estabelece diálogos entre as experiências contemporâneas de deslocamento vividas pelos participantes e a história das migrações presentes no acervo do Museu.

Durante todo o período do projeto, o espaço permanece aberto para visitação. Às terças e quinta-feiras acontecem as caminhadas pelo centro e, na sequência, o trabalho de desenvolvimento no MUJ. O público pode acompanhar ao longo da semana a transformação do ambiente e das produções desenvolvidas pelos participantes. Aos sábados, o núcleo educativo do museu também promove oficinas abertas ao público mediante inscrição prévia.

Ao final de cada ciclo, os participantes apresentam uma programação pública especial concebida coletivamente junto à artista e à equipe do museu.