Uma palavra pode valer mais que mil imagens?
14 a 17 de outubro de 2026
Mesa 8
Como encontrar a palavra certa para falar com um estranho?
com Bernardo Ajzenberg e Valérie Zenatti
mediação de Gabriela Longman
Traduzir não significa apenas encontrar termos equivalentes entre idiomas diferentes. Muitas vezes, exige compreender experiências, emoções e visões de mundo que parecem resistir à linguagem. Mas o que acontece quando tentamos estabelecer contato com alguém cuja experiência parece radicalmente distinta da nossa? Em suas obras de ficção, Bernardo Ajzenberg e Valérie Zenatti acompanham personagens que tentam atravessar distâncias afetivas, culturais, existenciais e políticas em busca de diálogo e compreensão. Enquanto Zenatti imagina uma improvável troca de cartas entre uma adolescente israelense e um jovem palestino, Ajzenberg explora personagens confrontados com suas próprias inquietações, memórias e desejos. Escritores que são também tradutores, ambos conhecem os desafios de transpor ideias, emoções e imagens de uma língua para outra. Nesta mesa, os autores refletem sobre literatura, tradução e alteridade, discutindo como palavras podem criar pontes entre pessoas, culturas e experiências que à primeira vista parecem inconciliáveis.
Bernardo Ajzenberg é escritor, tradutor, editor, livreiro e jornalista. É autor de onze livros, como A gaiola de Faraday, vencedor do prêmio de Ficção do Ano da ABL, em 2003, e Minha vida sem banho, prêmio Casa de Las Américas de 2014. Traduziu mais de cinquenta obras, recebendo o Jabuti por Purgatório, de Tomás Eloy Martinez, em 2010. É sócio-fundador da editora Seja Breve e do Sebo Tucambira.
Valérie Zenatti nasceu na França e passou a adolescência em Israel. Jornalista e professora de hebraico, dedica-se à escrita e às traduções, principalmente da obra de Aharon Appelfeld. É autora de Uma garrafa no mar de Gaza, que recebeu diversos prêmios e foi traduzido para dezoito países. Ela participa regularmente de atividades em instituições de ensino, bibliotecas, hospitais e prisões.
Gabriela Longman é curadora, editora e jornalista. É mestre em História da Cultura pela EHESS-Paris e doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP. Foi repórter da Folha de S.Paulo e desenvolveu projetos para instituições como Sesc, Flip e Fundação Bienal de São Paulo. É autora de Grafite. Labirintos do olhar e colaboradora da Folha de S.Paulo, Elle e Vogue, entre outros veículos.